Evolução dos alunos na pandemia: Profª Candice Ermel fala sobre adaptação dos estudantes

Após quase dois anos vivendo em uma pandemia causada pela Covid-19, os desafios promovidos pela situação ainda estão presentes na vida de muitas pessoas, em especial dos estudantes universitários e dos docentes.  O momento para o setor educacional foi de reprogramar a forma de passar o ensino e pensar em como entregar os conteúdos para […]
evolução dos alunos na pandemia

Após quase dois anos vivendo em uma pandemia causada pela Covid-19, os desafios promovidos pela situação ainda estão presentes na vida de muitas pessoas, em especial dos estudantes universitários e dos docentes. 

O momento para o setor educacional foi de reprogramar a forma de passar o ensino e pensar em como entregar os conteúdos para os alunos. Mas o objetivo principal da Fapuga não era apenas fazer com que os materiais chegassem aos estudantes, mas sim conseguir que as aulas fossem, de fato, efetivas.

Foi um período desafiador, mas com empenho e dedicação de todo o corpo universitário, os obstáculos foram ultrapassados e a evolução dos alunos na pandemia e dos docentes foi nítida na instituição.

Candice Ermel, professora de desenvolvimento pessoal e profissional dos cursos de Administração e Gestão Hospitalar, foi coordenadora do curso de ADM nos últimos dois anos e comentou sobre a experiência nesse período. 

Processos de mudança 

Um momento totalmente novo necessitava de uma abordagem diferenciada e inovadora. A pandemia trouxe o cenário do EAD para a realidade de alunos que já eram adaptados ao formato presencial de ensino, com a proximidade diária.

Diante disso, foi necessário reprogramar o modelo de aulas para que os alunos pudessem absorver os conteúdos, e não apenas entregar os materiais de qualquer jeito. 

Além disso, Candice conta que percebia que haviam alunos que chegavam cansados do trabalho ao final do dia, e ficar online assistindo uma aula requer mais atenção que numa sala de aula.

“Entre as adaptações, tivemos que fazer um formato de aula mais curto, fomos tentando fazer atividades mais participativas e, no final, percebemos que quanto mais interativa e em grupos (conseguimos dividir as salas do zoom entre pequenos grupos) trazia mais dinamicidade e melhorava muito o formato de aula”, explica Candice.

Descentralizar o conteúdo da professora para o aluno foi uma alternativa de fazer com que os estudantes participassem mais das aulas também. 

“Agora eles trazem os conteúdos, apresentam, compartilham os aprendizados. E, no começo, quando colocava eles para desenvolverem os conteúdos, trazia um pouco de insegurança, porque muda o formato inicial de que só o professor oferece o conteúdo. E o retorno e o crescimento deles foi muito superior trabalhando desse jeito.”

 

Desafios

Foram muitos desafios a serem vencidos, mas a professora destaca que, em relação aos alunos, ela percebeu que o maior enfrentado foi lidar com a realidade dentro da casa deles. 

“Normalmente é um ambiente onde eles não conseguem se concentrar tanto, pois sempre tem o movimento da família ao redor, e isso ajuda a dispersar. Além disso, tem a questão da própria instabilidade da internet, que muitas vezes atrapalha”, explica. 

E para o professor, o desafio era justamente esse: conseguir segurar os alunos concentrados, presentes e engajados. 

 

Evolução dos alunos na pandemia

Foram muitos alunos que chegaram perdidos, sem saber como seria no sistema online, outros não estudavam há muitos anos e não tinham contato com o universo escolar. Diante disso, foi preciso trabalhar e focar intensamente no desenvolvimento pessoal de cada um. 

Olhando de maneira ímpar para seus talentos, forças, habilidades e pontos que tinham que melhorar para se adaptarem ao novo sistema, foi possível transformar o olhar dos alunos perante o momento. 

“Foi clara a evolução deles em vários aspectos, desde presença, concentração, prontidão na entrega dos trabalhos, e foi muito bonito ver essa transformação de cada um”, conta a professora.  

 

Lecionar na pandemia

Candice conta que foi desafiador, uma vez que eles vinham de uma proposta de ensino e um ritmo muito próximo do aluno. E junto com a pandemia, vieram aspectos de dúvidas e inseguranças, e isso impactou a retomada no início.

“Eu acho que aos poucos fomos nos adaptando à questão online, além disso, uma coisa importante a ressaltar é que os assuntos que abordamos eram sempre de interesse deles, principalmente na minha matéria de desenvolvimento pessoal e profissional, um tema que engaja bastante mesmo a distância”, relembra. 

Mas a vontade de ter uma graduação e fazer parte desse universo funcionaram como um impulso para entender as diversas atividades propostas pelos professores.

 

Para o mercado de trabalho

E falando sobre o mercado de trabalho, a professora Candice destaca que cada aluno tem diferentes ambições, projetos pessoais e profissionais, e que todos são batalhadores e têm potencial para alcançarem seus objetivos.

“Eles pegam as oportunidades que têm hoje, mas estão trabalhando e se desenvolvendo para outros caminhos. Cada um têm seus sonhos, e alguns podem ser alcançados num período mais curto. Tenho alunos que querem ter seu próprio negócio, outros querem cargos altos em grandes instituições, mas o importante é que todos estão em movimento e desenvolvimento”, analisa. 

 

Expectativas para o futuro 

Presencial! Por mais que a adaptação ao formato online tenha sido bem-sucedida e a evolução dos alunos na pandemia nítida, eles ainda sentem falta do convívio uns com os outros.

“Tivemos uma reunião recente com a nova coordenadora e todos falaram que desejam ter mais aulas presenciais, compartilhar ideias e socializar”, conta. 

Inclusive, a professora ressalta que, futuramente e com mais liberdade de atuação, eles consigam estruturar e evoluir a metodologia da Fapuga. O formato é diferenciado  por ter um foco mais prático, ativo, interativo, dinâmico e um olhar mais individualizado para o aluno. 

“A filosofia é voltada para execução mais prática, para atuação no mercado de trabalho e para o desenvolvimento do aluno, e isso é o nosso diferencial. Portanto, almejo que a gente consiga deixar esse ponto mais estruturado, comunicar e atrair cada vez mais alunos para desenvolverem projetos bacanas, partindo do potencial do nosso time.”

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